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Programas
CCQ

Minas Gerais foi um dos estados  pioneiros do movimento do CCQ no Brasil na década de 70.  Em 1981, a AMCCQ – Associação Mineira de Círculos de Controle da Qualidade, atual UBQ, foi criada como resultado dos primeiros trabalhos desenvolvidos pelos  coordenadores da área.
Desde então a UBQ vem construindo um referencial brasileiro nessa área do conhecimento. Sua atuação na difusão da metodologia do CCQ é feita por meio da capacitação de pessoas,  da promoção de eventos de reconhecimento (Convenções) e dos treinamentos práticos e teóricos em diversas empresas.
 
Cada dia mais, as organizações estão conseguindo enxergar o CCQ como uma forte alternativa para o crescimento das pessoas, das empresas e da sociedade.

DEFINIÇÃO DO CCQ
 
Diferente do que muitos acreditam, os CCQ’s não são grupos para solução de problemas, portanto não têm compromisso com resultados, apenas utilizam os problemas mais corriqueiros nas empresas como uma espécie de “laboratório”, onde possam aplicar as técnicas da qualidade e desta forma, capacitar uma quantidade maior possível de pessoas para a aplicação de diversas ferramentas ou atuarem em grupos específicos para a Solução de Problemas.

CARACTERÍSTICAS DO CCQ

É uma atividade voltada para o desenvolvimento das pessoas, principalmente na capacidade de controlar a qualidade:

- Os participantes são voluntários;
-Operam por tempo indeterminado;
-O grupo escolhe o líder e secretário;
-O grupo escolhe o tema do trabalho;
-O grupo decide sobre a evolução do trabalho;
- O grupo implanta ou participa da implantação das melhorias;
- O grupo analisa as idéias obtidas;
- Não tem compromisso com resultados.

FUNDAMENTOS DO CCQ

Atender ou até mesmo superar as expectativas do cliente, melhor do que os concorrentes é a condição necessária para que a empresa seja competitiva e líder de mercado, e para isto é fundamental ter qualidade em tudo que todos fazem, e isto depende de três fatores básicos: Querer, Saber e Fazer.


De um modo geral, as pessoas ficam aborrecidas ao produzirem não-conformidades, numa clara demonstração que querem produzir qualidade. Por outro lado, muitos deixam de fazer qualidade por não saberem como controlá-la, o que acaba resultando na verificação e correção dos defeitos após o produto ou serviço encerrado, ou nos piores casos, por ocasião em que é percebida pelo cliente.

Nestas ocasiões, corrigir as falhas o mais rápido possível é extremamente importante, porém um tanto quanto tardia. A insatisfação e as perdas já ocorreram.

Para se evitar esta situação é necessário que cada trabalhador realize o auto-controle, que tenham a capacidade de coletar e analisar dados numéricos, a fim de ter conhecimento do que foi, está e vai ser produzido. Com esta situação preventiva e preditiva, evita-se a produção dos não-conformes.

Conclui-se portanto, que a grande carência na implantação do TQC está na falta de conhecimento e hábito de utilização das Técnicas Estatísticas de Controle da Qualidade por parte da grande população das empresas e, torna-se imperativo a educação e treinamento dos mesmos.

Porém, o seu aprendizado é relativamente difícil, se realizado de forma convencional, individualizada, somente em salas de aula, como também demorado, principalmente considerando-se que não há condições de interromper as atividades profissionais (pedir um tempo ao mercado) para esta adaptação.

O estudo em grupos, praticando a seqüência metodológica e as Ferramentas da Qualidade, em assuntos rotineiros do local de trabalho, tornando os problemas úteis, gera uma sinergia através do incentivo e cooperação entre colegas, facilitando o aprendizado, tornando-o eficaz e agradável.

FILOSOFIA E PRINCÍPIOS

As vitórias e conquistas são conseqüências de uma equipe bem preparada e motivada;

Quem melhor conhece os detalhes dos seus respectivos serviços e locais de trabalho são aqueles que vivenciam no dia-a-dia;

Todos têm capacidade de raciocínio, o qual não deve ser desperdiçado, e é importante para a empresa;

Os resultados são maiores quando muitos contribuem com pelo menos um pouco, do que quando poucos contribuem com muito;

Todos podem e devem contribuir para eliminar as suas próprias dificuldades e problemas, melhorar as condições de trabalho e atingir os objetivos da empresa;

Todos devem colaborar para que a empresa desenvolva e dê lucros, porque não existirá empregado bem pago caso ela não obtenha bons resultados.
 
PRINCIPAIS VANTAGENS E CONSEQÜÊNCIAS.

 PARA O HOMEM (CIRCULISTA)

A competitividade que se apresenta hoje no mercado de trabalho, torna ainda maior a responsabilidade do empregado. A quantidade de empregos não tem aumentado na mesma proporção da população humana e da evolução do produto interno bruto dos países. Isto quer dizer que cada vez mais, exige-se profissionais mais eficazes.

As oportunidades de crescimento nas organizações está cada vez mais raras, e somente podem ter alguma aspiração as pessoas que estão bem preparadas e, em épocas difíceis, até mesmo manter o emprego é problemático.

Produzir mais e melhor com menos custo, na maioria dos casos, não se trata de ganância dos empresários, mas sim da imposição do mercado de consumo, sob pena de seus produtos não serem competitivos, não serem comprados pelos clientes, e portanto, não necessitar de serem produzidos e por conseqüência, não ter pessoas para fabricá-los.

Estar bem preparado significa estar treinado e, infelizmente, poucos têm ou tiveram condições de estudar. Outro fato significativo é que também as pessoas formadas, até mesmo em curso superior, não estão totalmente preparadas.

Por outro lado, o padrão de vida é definido pelo que se ganha e como se gasta. Pessoas com pouca capacidade de administração têm menos possibilidade de ganharem bem e tem grandes chances de utilizarem mal o que ganham.

O CCQ não é nenhuma fórmula mágica. É uma oportunidade de aprendizagem de técnicas que contribuem significativamente para a melhoria da qualidade do emprego, do profissional e das pessoas, enfim, da qualidade de vida, através de:

1. Desenvolvimento pessoal e profissional, dinâmico e permanente, face a troca de experiências entre os componentes do grupo e principalmente pela ação de pesquisa e estudos para a análise das idéias sugeridas no desenvolvimento do tema adotado;

2. Satisfação pessoal por deixar de ser apenas um dente da engrenagem, mas sim a própria empresa, participando, influindo e contribuindo para que esta alcance os seus objetivos;

3. Realização profissional, crescer com a empresa, poder discutir, influir e participar das mudanças que afetam o seu dia-a-dia, ver seu esforço ser reconhecido pelos seus superiores;

4. Melhoria no ambiente de trabalho, devido à redução de dificuldades para executar as suas tarefas e um melhor conhecimento do processo em que atua, proporcionando um ambiente de trabalho sadio, alegre e ativo;

5. Melhoria no relacionamento humano. As pessoas passam a conhecer melhor o seu colega de trabalho, e munidos dos mesmos ideais, objetivos e filosofia, reduz-se as diferenças, mantendo diálogos francos e abertos, inclusive com as chefias;

6. Melhoria na capacidade de administrar. As técnicas que se aprende, permitem tomadas de decisão convictas, com base cientifica, o que contribui inclusive para um melhor aproveitamento do salário;

7. Melhoria no senso de organização, desenvolve a consciência das coisas certas, no local correto, no momento exato;

8. Melhor harmonia no lar, devido à geração do hábito do diálogo com os familiares, de extrema importância, principalmente na educação dos filhos.

 PARA A EMPRESA

O mercado de consumo vem se tornando cada vez mais competitivo, as exigências dos clientes cada vez maiores. Para atender a essas necessidades, as empresas são forçadas a otimizar os seus processos, adquirindo novos e avançados equipamentos, modernizando os modelos de gestão dos recursos humanos e da qualidade, tornando necessário que as pessoas envolvidas nos processos também acompanhem esta evolução.

Os Círculos de Controle da Qualidade proporcionam uma contribuição efetiva na obtenção de recursos humanos com o perfil do profissional moderno, polivalente, que trabalha em grupo (time), desenvolvendo a capacidade de análise e por conseqüência com convicções para tomada de decisões acertadas, o que proporciona para a empresa:

1. Melhoria contínua nos processos e racionalização do trabalho;

2. Otimização dos recursos alocados à organização, com conseqüente aumento na produtividade, melhoria na qualidade dos produtos e serviços;

3. Maior lucratividade, redução de custos;

4. Reputação e prestígio dos produtos e da empresa perante à comunidade;

5. Empregados conscientes quanto à importância dos 5S;

6. Empregados conscientes quanto a problemas, custos, desperdícios e qualidade;

7. Criação ou incremento do hábito de trabalho em grupo;

8. Pessoas capacitadas para o auto-controle, principalmente na realização do Controle Estatístico do Processo (CEP);

9. Competitividade dos seus produtos no mercado interno e externo;

10. Incremento na motivação dos empregados;

11. Melhoria no relacionamento humano;

12. Maior união entre empregados, voltada ao desenvolvimento pessoal e empresarial;

13. Redução da ocorrência de inconvenientes e não-conformes, através da prevenção e a conseqüente redução de gastos com assistência técnica.



Coordenação:
Objetivos:
Os Círculos de Controle da Qualidade tem o objetivo de multiplicar conhecimentos e a criação de hábito de utilização das ferramentas/técnicas de Controle da Qualidade e do Método de Análise e Solução de Problemas (MASP), também conhecido por PDCA.
Eventos específicos:

- Convenção Mineira de CCQ
- Círculos de Controle da Qualidade
- Ferramentas da Qualidade
- Mét. de Análise e Soluções de Problemas
- Palestras

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